RESENHA : A LONGA VIAGEM A UM PEQUENO PLANETA HOSTIL | BOM DIA LIVROS

A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil foi um dos primeiros livros que consegui marcar efetivamente com post its. 53 marcações e milhares de ensinamentos descrevem minha experiência de leitura com meu DarkLove preferido do ano. Assim sendo, vamos para a resenha?
Disponível em @bomdialivros.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Título: A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil // Autora: Becky Chambers // Editora: Darkside Books // Páginas: 352



ENREDO

A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil é o primeiro lançamento da série Wayfarers, ou em tradução literal, Viajantes. Essa série será composta por livros independentes na mesma pegada space ópera sci-fi. Originalmente publicado como The Long Way to a Small, Angry Planet; a série já conta com o segundo livro denominado A Closed and Common Orbit e com o anúncio da terceira obra - Record of a Spaceborn Few, com lançamento previsto para 2018 em seu idioma original.

Rosemary é a protagonista de Planeta Hostil. Toda a ambientação do livro inicia-se com a personagem citada em uma capsula de transporte que percorria o espaço em direção a seu novo trabalho: Andarilha, uma nave de perfuração de túneis, que trabalha em função de conectar a Comunidade Galáctica. Por sua vez, além de uma mísera bagagem habitual, Rosemary carregava um fardo emocional maior que conseguia suportar. Seu passado era obscuro e estava cansada de pagar por erros que não havia cometido.
"O preço de um novo começo era não ter o apoio de ninguém."   -Página 20
No entanto, a primeira chamada evidente no livro é obtida justamente com a chegada de Rosemary na nave. A contratação da guarda-livros rendeu para Andarilha, a oportunidade de um trabalho alto nível com remuneração maior que o capitão Ashby jamais vira. Era uma oportunidade perfeita para realizar melhorias na nave de material reaproveitado e também gratificar os tripulantes com uma melhoria de salário. 

Assim como dito na chamada para a resenha,  a viagem ao planeta hostil retratará em uma abertura para ensinamentos profundos, críticas sociais e uma ampla reflexão para nossas atitudes nos dias atuais que contribuem para a queda moral e ética dos nossos seres e que resultam nas nossas próprias desgraças (assim como são feitas as guerras, desigualdades sociais, preconceitos e principalmente nossas ações pejorativas em termo de aceitação ao próximo). 
  "Tudo que sei sobre nossa história mostra que a guerra                desperta o que há de pior em nós."                   -Página 119

OPINIÃO

O primeiro fator que me chamou atenção nessa nova experiência de leitura foi a mesclagem entre o leitor e a personagem principal sendo imersos naquele mundo ambientado pelo livro e descobrindo tudo juntos. Esse fator foi amplamente visado para que o leitor se espelhasse  na personagem e se sentisse dentro do livro. Nesse viés, encontramos uma vasta experiência de "infiltrar" dentro da história e assumir suas dores, seu fardo e suas felicidades. 

A maior forma de elogiar o livro, é explicitar a capacidade construtiva de Becky Chambers. Os personagens por ela construídos não são ruins nem mesmo bons. São excelentes. Únicos e com personalidades fortes, cada um deles são constituídos com características especiais e de forma harmoniosa para semear e representar a possibilidade de seres com culturas, costumes e tradições diferentes conviverem no mesmo espaço e principalmente, se respeitarem. Afinal, nenhum costume, crença ou até mesmo espécie é superior à outra. Fator esse, que Becky ressalta inúmeras vezes ao decorrer do livro, mesmo sendo relacionamento entre inteligência artificial com os sapientes. 

"O simples fato de usarmos a expressão 'sangue-frio' para denominar alguém pouco emotivo mostra o nosso preconceito inato de primata em relação aos répteis. Não julguem outras espécies pelas suas próprias normas sociais." 
-Página 29

O sentimento chocante e humorístico apresentado no livro, nos proporciona extremos essenciais para o envolvimento na leitura. Não se assuste se durante sua leitura, você perder o fôlego ao final de uma frase. Nem mesmo se morrer de rir com o bom humor dos personagens. É impossível não se apegar ou não se compadecer. 

O único fator que me deixou desnorteado, foi a explicação dada à situação da construção da ambientação do livro. A diversidade de espécies me exigiu paciência e algumas retomadas de páginas anteriores para melhor explicar. Não que tenha sido um ponto negativo, muito pelo contrário. No geral, esse fator colaborou para que fosse uma leitura melhor aproveitada. Particularmente, era o modo de leitura que eu estava necessitando. Reflexiva e ao mesmo tempo extrovertida e divertida. Descontraída e ao mesmo tempo sentimental. 

Por fim, o que quero dizer é que se você não se sentiu interessado a ler essa maravilha, saiba que provavelmente minha resenha não foi capaz de descrever a grandiosidade do livro. Provavelmente, o livro tenha me arrebatado de forma tão grande, que me embaralhei nas palavras ou até mesmo falei mais que devia. Agora, te intimo para uma missão espacial: Embarque em Andarilha e descubra como é viajar para um pequeno planeta hostil.

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*Essa obra prima foi cedido pela Darkside Books em parceria com o selo editorial DarkLove, uma linha editorial para morrer de amor.


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